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Em tempos de superconsumo dos recursos naturais e da produção desenfreada de lixo e resíduos, é preciso pensar em novas maneiras de habitar a Terra. Nesse contexto conturbado, atitudes que promovam a sustentabilidade são sempre bem-vindas. Participando de um grande movimento, o Colégio Medianeira adere ao projeto Abra seus olhos e veja coisas novas, uma iniciativa da Companhia de Jesus em Roma para repensar questões socioambientais.

Para Roberto Casagrande Filho, responsável pelo Centro de Educação Ambiental do Medianeira (CEA), a campanha envolve a conscientização dos alunos, professores e educadores. “Como trabalhamos a educação ambiental dentro do projeto pedagógico, o programa vai ao encontro à proposta do Colégio”, ressalta o educador.

Ao adotar o Abra seus olhos e veja coisas novas, o Medianeira se posiciona com maior compromisso frente às discussões e ações sobre a preservação do meio ambiente. Isso se reflete também no currículo dos alunos. Fernando Guidini, diretor acadêmico do Colégio, observa que trabalhar a sustentabilidade com os educandos dialoga com as dimensões estruturantes da proposta de aprendizagem integral da Rede Jesuíta.

“A sustentabilidade chega ao currículo como o elemento de fundo que nos faz pensar, no sentido de uma responsabilização, sobre o cuidado com o espaço, com os outros, com o ambiente como um todo, configurando-se como fundamental na formação para a excelência”, explica Guidini.

Transformação

O primeiro passo para a mudança de comportamento em relação à educação ambiental é a sensibilização do sujeito que, ao tornar-se sensível à causa, adquire consciência de suas ações e de seu papel na sociedade. Para Guidini, é preciso pensar na Casa Comum, um bem coletivo a ser atingido por atitudes individuais, mas que não estão isoladas.

Ao se trabalhar a ideia de coletividade, é impossível não abordar assuntos como a desigualdade social, a fome e a miséria. O filósofo Leonardo Boff, no livro Sustentabilidade: o que é: o que não é, relembra que “a situação mudada do mundo exige que tudo seja ecologizado, quer dizer, cada saber e cada instituição deve oferecer sua colaboração para proteger a Terra e salvar a vida humana e o nosso projeto planetário”. Essa transformação é responsável por criar uma nova visão de mundo.

Desafios educacionais

Isabel Cristina Piccinelli Dissenha, responsável pelo Serviço de Orientação Religiosa e de Pastoral (SOREP) do Medianeira, coloca “compromisso” como a palavra-chave para que o projeto ganhe significado.

A ideia do sujeito atual é o principal desafio educacional. “É preciso fazer uma análise de contexto para que a ação se efetive. Os alunos têm que desenvolver a consciência pelos problemas sociais e socioambientais. A partir dessa consciência, é que se cria o compromisso”, diz Isabel.

Confira abaixo as ações do projeto