Atualmente Coordenadora do Ensino Fundamental II do Colégio Medianeira, a educadora Eliane Zaionc fala sobre a forma como suas trajetórias pessoal e profissional são incrustadas ao Colégio e dá uma lição de vida: “A gente não pode esperar a sexta-feira chegar pra viver e ser feliz. Isto deve ser cultivado todos os dias”.

Confira a entrevista na íntegra:

Você sempre teve o desejo de ser professora?

Não! Não porque em minha família, tias, mãe, todo o lado materno, eram e são professoras. Então eu não queria. E eu sou a primogênita em minha casa. Eu sempre queria alguma coisa diferente. Por isso, fui pra outros caminhos e tinha convicção desses caminhos. E aí, gostei muito, me interessei muito pela área hospitalar e fui, por opção, fazer enfermagem e administração para trabalhar com administração hospitalar. Mas eu não cheguei a exercer nenhuma dessas profissões. Nesse meio tempo, casei e fui morar fora. Eu gostava muito de ler, já tinha um inglês fluente e fui fazer Letras… e aí, pronto! Quando voltei, entrei direto no Medianeira e apaixonei-me pela profissão.

Como foi o início da sua vida profissional?

Eu comecei a minha vida profissional aqui no Medianeira. Cheguei em uma época em que a minha área estava passando por uma ruptura. Havia duas linhas de ensino de Língua Portuguesa: a normativa, e uma outra linha mais de vanguarda, seguindo outra linha de ensino. Eu aprendi muito da minha profissão aqui, com a colaboração de colegas, hoje grandes amigos.

Quais eram as suas principais atribuições aqui no Colégio nesse início de carreira?

Eu iniciei como professora. Dois terços da minha vida aqui dentro são como professora. Com uma carga horária de dia inteiro, duas séries, duas disciplinas (Português e Inglês) e, voltando no tempo, seis boletins por ano.

Como foi o processo para que você se tornasse coordenadora?

Foi muito de surpresa. Um dia, o diretor bateu na porta da minha sala (estava no meio de uma aula), pediu um tempo de conversa e me convidou pra ser coordenadora.

E o que você prefere: ser coordenadora ou professora de sala de aula?

Eu tenho muitas saudades de sala de aula e da relação professora/aluno, assim como gosto muito de atuar como gestora também. Então, não é questão de preferir, eu gosto das duas coisas. Como coordenadora, procuro estar com os alunos, sempre que possível, acompanhando, vendo a prática de esportes no recreio, as atividades desenvolvidas ao longo dos trimestres. Estando entre eles, estou aprendendo também, então é sempre muito bom, especialmente porque do início ao término do EFII percebo o crescimento deles em todas as dimensões com as quais trabalhamos na formação destes jovens.

Como você enxerga os reflexos do seu trabalho desde o início nos dias de hoje?

O fato de eu ter sido professora muitos anos, me ajuda muito na conversa com os professores, me ajuda muito a entender a dinâmica e necessidades de todos os sujeitos envolvidos. Então, acho que essa bagagem de experiência que trago é fundamental pra condução de todas as questões que se impõem, seja com famílias, com alunos, com professores e equipe.

Qual sua relação pessoal com o Colégio Medianeira?

É… eu não sei nem como dizer… porque o colégio faz parte integralmente da minha vida. O que eu sou, minha formação profissional, minha visão de mundo e utopias vêm da minha experiência aqui. Seja como professora, a partir da concepção do ensino de língua que eu tenho, seja pelos estudos com meus pares, seja pela formação que eu tive aqui dentro, uma gama de fatores… Enfim, o meu amadurecimento profissional se deu aqui, com pessoas que me ajudaram a crescer e ver o mundo de outra forma. Então, não tem como separar quem sou eu do Colégio, acho que está tudo junto e misturado!

Qual é o espaço físico que você mais gosta no Medianeira?

Não tem como não pensar no Colégio sem mencionar o uma das fortalezas relacionadas à estrutura física: os nossos espaços externos. Os bosques, as flores, os pássaros, o verde abundante … para mim é revigorante. Além disso, tem esse bloco aqui (Bloco C)… Iniciei minha vida profissional neste bloco, então tenho um apreço especial por ele, pois me traz memórias afetivas muito boas: muitas lembranças lindas, histórias engraçadas e pessoas maravilhosas com quem convivi.

Pra finalizar, qual é seu maior sonho?

A lista é grande. Vamos lá… priorizando dois sonhos, um coletivo e outro individual: que todos os cidadãos tenham educação de qualidade em nosso país e que eu consiga dar conta da pilha de livros da minha cabeceira (quase impossível!).