“A cidade pelo olhar da Literatura”

Em um bate-papo com os estudantes dos 7º anos, Luís Henrique Pellanda trata do olhar do sujeito sobre o outro e a relação dessa observação com a literatura

07/11/2019 Notícias| Luís Henrique Pellanda, FLIM

Trabalhando com relatos, os estudantes dos 7º anos do Colégio Medianeira desenvolvem suas habilidades criativas, treinando a escrita mais intimista. A crônica, nesse sentido, é um tipo apropriado de texto, pois o gênero tem características que vão ao encontro à pessoalidade.

Pensando nisso, as educadoras da série oportunizam o bate-papo entre seus estudantes e o cronista curitibano Luís Henrique Pellanda.

Nascido em uma família de agricultores, no ano de 1973, Pellanda faz parte de uma geração de escritores locais. Formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), atuou nos jornais Gazeta do Povo e Primeira Hora, além de ter sido subeditor e colunista do Jornal Literário Rascunho e coeditor e cronista do site de crônicas e ilustrações Vida Breve.

Cronista, contista, dramaturgo, roteirista, compositor e músico, afirma que a melhor nomenclatura para si mesmo é a de “flâneur”, pois é um observador atento: “Gosto de caminhar olhando para todos os lados, a pé, por isso não tenho nem carro”. Segundo ele, a cidade é a maior invenção do homem e é dela que extrai suas melhores histórias.

Premiado internacionalmente, tem mais de 10 livros já publicados. Foi 2º lugar na categoria conto, no Prêmio Clarice Lispector 2010, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional, com seu primeiro livro O macaco ornamental, e finalista do Prêmio Jabuti de Literatura, em 2012, com o livro Nós passaremos em branco.

Em sua fala, na FLIM, tirou as dúvidas dos estudantes a respeito de suas vivências com a literatura. Falou sobre seu tempo de escola/faculdade, narrando os fatos de sua vida particular e mostrando a todos que o bom cronista é cronista até nos momentos de lazer, pois nunca deixa de contar histórias.

Os estudantes produziram crônicas e três delas foram selecionadas para leitura e discussão. Pellanda ouviu atento as palavras de cada uma delas, dando sua opinião acerca do enredo e do estilo, e atentando para aquilo que mais chamou sua atenção.

A identificação dos pequenos foi instantânea. A forma como o cronista se coloca diante do público revela a abertura necessária com relação ao novo. Ele explicou que o mais importante, no contexto de escrita, é a observação dos detalhes que ficam marcados na memória, tornando os acontecimento únicos e fixando-os na história.