A pandemia ressalta a importância de sermos empáticos.

Glossário de emoções: empatia

Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia da Covid-19 estamos vivendo dias atípicos. Nesse período, sentimentos como preocupação, esperança, inquietude, negação e impotência têm tomado conta de pessoas das mais variadas idades, culturas e religiões. Por ser uma situação tão democrática, que pode afligir todos, a união se torna algo cada vez mais importante.

Essa situação ressaltou a importância de outro sentimento: a empatia. Resumidamente, trata-se de sentir a emoção do outro, enxergar a partir de seu ponto de vista, compartilhar sua emoção. O padre Agnaldo Duarte diz que ser empático é um aprendizado constante que devemos nos esforçar para ter frente a tantos confrontos de opiniões e comportamentos que presenciamos na vida diária, principalmente nesse tempo de pandemia.

“Partindo da experiência de Santo Inácio de Loyola nos seus Exercícios Espirituais (EE.) devemos ver, ouvir, sentir as pessoas com um olhar da imaginação, meditando e contemplando em particular as circunstâncias em que estão para melhor amar e servir”, explica o religioso.

Aprendendo a ser empático

Apesar de esse ser um período bastante conturbado, a sociedade parece estar tirando bons aprendizados. Para o padre Agnaldo, “a pandemia levou muitas pessoas a tomar consciência e a valorizar a sua dimensão de fé, recebendo sinais de bondade, amor e de alegria. Temos muitas ações que falam desse esforço em promover uma cultura de solidariedade e do cuidado, principalmente com os que mais sofrem”.

Já Marcelo Webber Macedo, sempre-aluno, educador e multiartista do Colégio Medianeira, acredita que situações extremas, como guerras e pandemia, fazem com que vejamos o valor dos outros, pois percebemos que não valemos nada sozinhos. “O isolamento e a doença fazem com que a gente tenha de se reorganizar, e a virtude capaz de promover essa organização é a empatia”.

Ele conta que o ensino que teve no Medianeira o ajudou a entender a importância de ser empático. “Faz parte não só da proposta pedagógica do colégio, mas é o próprio sentido da Companhia de Jesus: aprender a servir ao próximo. Sendo a empatia a virtude que estende a mão, aprendemos, desde os primeiros anos na escola, o valor e razão deste gesto”.

Wagner Roger, educador do Colégio Medianeira, vai na mesma linha. Ele conta que, como fotógrafo, participa de atividades de todos os anos e séries e vê em muitos momentos a empatia sendo praticada na escola.

“O primor das contribuições de cada pessoa que faz parte do Medianeira torna esse colégio admirável. São professores estendendo a mão, estudantes reconhecendo as diferenças, momentos de escuta, profissionais compartilhando suas realidades, familiares com brilho nos olhos… Tudo isso presente nos pequenos e grandes momentos, sem holofotes, pois a empatia já está na essência de cada um de nós”, garante Wagner.