Marlene Costa: um abraço que transforma

//Marlene Costa: um abraço que transforma

A simpatia é marca registrada da educadora.

Por Jonatan Silva

“Colégio Medianeira, bom dia!”

Talvez você não conheça o rosto da educadora Marlene de Jesus Domingos Costa, mas a sua voz é inconfundível. Um dos cartões de visita do Colégio Medianeira, nestes 21 anos a telefonista é conhecida em nossa comunidade educativa pelo seu carinho, educação e simpatia.

Sempre atenta ao que acontece no Colégio Medianeira, Marlene é um exemplo de excelência humana e acadêmica, capaz de transformar vidas e realidades por meio do seu contato com as famílias, os estudantes, professores e profissionais não docentes.

Confira abaixo o bate-papo com a educadora.

Marlene, como foi a sua chegada aqui no Colégio Medianeira?
Olha, eu tinha uma amiga que trabalhava como zeladora aqui no Medianeira e havia recém saído do meu emprego em uma empresa de suprimentos de informática. A gente estava na casa de uma outra amiga e ela comentou que aqui estavam precisando de uma telefonista. Eu trouxe o meu currículo, no outro dia fiz uma entrevista e logo comecei a trabalhar no Colégio. Isso foi em fevereiro de 1998.

Como é a sua rotina no dia a dia?
Eu vejo o meu trabalho como o cartão de visitas do Colégio. Eu preciso atender bem porque a primeira impressão é sempre a que fica. Antigamente, as ligações caíam diretamente para a telefonista. Hoje, se um ramal não atende, a chamada volta para mim. Quando eu entrei todas as ligações passavam para eu transferir.

Como telefonista eu tenho que saber tudo o que está acontecendo para passar para quem liga. Quando eu não sei, eu falo e vou descobrir mais informações.

Falando justamente dessa questão de você ser o primeiro contato com a comunidade, como fazer um bom atendimento?
Sempre tem que atender bem. As pessoas às vezes estão nervosas, mas eu acho que tem que ter cordialidade, educação e nunca alterar a voz. Muitas vezes a pessoa está errada e você sabe disso, mas o importante é tratar com respeito.

Eu vejo o meu trabalho como o cartão de visitas do Colégio.

Com certeza acontecem situações inusitadas. Existe alguma que você possa compartilhar com a gente?
É difícil lembrar agora (risos). Tem muita ligação por engano. Ultimamente tem muita gente ligando e pedido peças de caminhão. É o mesmo número do Medianeira, mas com outro DDD. As pessoas ligam e dizem que está no Google. Isso é normal.

Da sua trajetória, que momento você considera o mais marcante?
Tem várias passagens, mas o que fica são as amizades que a gente faz. O Medianeira é uma família. É engraçado porque, eu tinha seis ou sete anos de Colégio, e conhecia algumas pessoas só pela voz. Não tinha tanto contato, então passava anos e anos e eu só conhecia a voz.

Marlene: “eu mudei muito o meu jeito de pensar depois que entrei no Colégio.”

O seu trabalho é bem importante para que o Colégio funcione, tudo passa por você de alguma maneira. E você é conhecida pela sua simpatia, gentileza e competência. Como a sua função ajuda na formação dos estudantes?
Eu acho que, em primeiro lugar, está como você trata as pessoas. Tem muita gente que agradece um monte. Teve uma mãe que disse: “eu não te conheço pessoalmente, mas você sempre me ajuda. Muito obrigado”. Às vezes os pais querem falar de um assunto que nem precisa passar na coordenação e eu já repasso. Isso evita de ficar esperando. Eu acho que é uma educação pelo exemplo, de tentar fazer sempre o melhor.

E quem é a Marlene fora do Medianeira?
A Marlene fora do Colégio é uma mãe de família. Eu tenho um filho e um neto, que já vai fazer oito anos. A Marlene fora do Colégio é uma vendedora de roupas já faz um tempo (risos). É uma mãe de família que gosta de estar em família, que gosta de fazer almoço para os familiares. Eu tenho três irmãos que moram perto da minha casa, então a gente está sempre junto. Eu gosto de estar com bastante gente, com o pessoal reunido.

O Medianeira é uma família.

Você está sempre sorrindo. Sempre que alguém liga, você acolhe aquela pessoa com carinho e educação. Qual é o seu segredo?
Eu acho que todo mundo passa por dificuldade, mas eu sempre tenho que estar bem para os outros. Às vezes você vem cabisbaixo, passa alguém e cumprimenta, sorri. Alguém agradece uma ligação. Não é só você, mas aquilo que você recebe. Eu aprendi que sempre devo sorrir.

E qual lição você tira desses 21 anos de Medianeira?
Eu aprendi a dar mais valor à família e à vida, de estar em grupo. Eu mudei muito o meu jeito de pensar depois que entrei no Colégio.

O que você gostaria de indicar para a nossa comunidade educativa?
Eu gosto muito do filme Ghost.

By | 2019-02-25T09:18:16+00:00 Fevereiro 26th, 2019|Perfil|Comentários desativados em Marlene Costa: um abraço que transforma