Achei essa imagem significativa: coloca a humanidade integrada ao ambiente.

Volta e meia a gente vê notícias desastradas e desastrosas a respeito das condições do planeta. Desmatamento, poluição, alteração no ciclo das chuvas, camada de ozônio mais esburacada que nossas estradas… E por aí vai. É claro que essa discussão toda tem um nível macro – as grandes corporações e governos envolvidos – e um nível micro – os indivíduos, ou seja, eu e você.

Confesso que demorei um tempo pra me tocar de que esse nível micro, individual, poderia realmente fazer alguma diferença. Eu achava que a mudança de hábitos individual era uma agulha num palheiro, uma gota no oceano e que a diferença que poderíamos fazer seria muito pequena.

Sabe por que estou mudando de ideia? Porque vários indivíduos agindo de forma consciente já formam uma coletividade (nossa, descobri a roda!). Ou seja, várias agulhas num palheiro já tornam a busca mais possível… Quem sabe até com a possível inversão: uma palha num agulheiro… Está entendendo onde eu quero chegar? Na reversão de um quadro.

Eu sou de um tempo em que o uso do cinto de segurança não era obrigatório. Quando se tornou, havia certo incômodo. Hoje, o incômodo se inverteu. Tornou-se automático entrar no carro e já puxar o cinto; se por um acaso a gente esquece, bastam alguns metros de movimento pra gente se tocar de que está faltando alguma coisa.

No caso do cinto de segurança, duas coisas fundamentais contribuíram para o novo hábito dar certo: a consciência individual e a normatização, ou seja, a obrigatoriedade legal do uso do cinto. Acho que o caminho das mudanças ecológicas deve seguir por aí. É legal a gente falar o famoso “vai da consciência de cada um”, mas é pouco.

De todas as dicas para produzir menos lixo, gastar menos energia do planeta, reciclar etc, já comecei a praticar algumas; outras estão mais difíceis.

Por exemplo: achava um saco não usar o saco plástico do supermercado. Aos poucos, resolvi aderir à compra de sacolas duráveis. Quando vou ao supermercado de moto, carrego naturalmente minha mochila, que parece já estar grudada em mim; quando preciso usar o carro, para compras maiores, deixo sempre as sacolas no porta-malas; assim, subo até o meu apartamento, descarrego tudo e já deixo as sacolas penduradas no trinco da porta, pra não me esquecer de levar para o carro. Deu certo e já estou começando a me sentir mal, estranho ao precisar pegar as sacolas plásticas do supermercado. Lixo eu também separo, já faz tempo; apago as luzes e pretendo mesmo trocar as lâmpadas tradicionais pelas fluorescentes. Lixo no chão, nossa, isso já faz tempo que sinto mal estar generalizado ao ver alguém inadvertidamente fazer isso.

Sei que ainda preciso melhorar na economia da água; dá pra maneirar no banho (ai, mas no inverno é tão difícil! Ou não toma banho ou, se tomar, putz, quanto mais retardar aquele momento entre o chuveiro e a toalha, melhor!).

Enfim, essa mudança de hábitos não acontece de uma hora para outra, mas a gente precisa começar, tentar. Comigo, toda vez que mudei um hábito conscientemente, e por uma boa causa, a adaptação até que foi rápida…

Sou motociclista e já fiquei cabreiro ao saber que as motocicletas poluem proporcionalmente mais que o automóvel (polui menos, mas, para o tamanho de um carro e de uma moto, ela polui mais, entendeu?). Meu desafio agora é ver se consigo finalmente usar a bicicleta. É meu compromisso interno para o segundo semestre. Vamos ver.

E você? Quais são as mudanças que estão ao seu alcance? Quais você já adotou? Quais são as mais difíceis? Vamos colocar na roda tudo que é possível fazer, tudo o que fazemos e tudo o que resistimos a fazer. Terapia de grupo, haha.

Ah, já que você leu todo esse texto, agora vai até o fim. Assista a esse videozinho bem irônico a respeito de nossos hábitos. Demora menos do que o tempo que você levou pra ler essas mal traçadas linhas. Já vou avisando: o vídeo é um “leve” tapa na nossa cara…

Abraços!

Cezar Tridapalli