As histórias das pessoas se confundem com as histórias das instituições. E vice-versa. Segundo as suas próprias palavras, Valmir já é “antigo” aqui: atua há 23 anos, desde 1996 colecionando boas histórias e multiplicando amizades.

Rotinas administrativas do setor de contabilidade exigem dedicação minuciosa. Mais que somas, multiplicações e revisões em planilhas, o olhar clínico do responsável pelo resultado final faz toda diferença. E o Valmir é assim, trabalha não com números complexos, mas com a complexidade numérica que cabe aos balanços diários.

Mesmo que discreto, Valmir não passa despercebido. Sua calma ao resolver quaisquer situações e sua maneira transparente são a tradução de sua essência. Não há incógnitas nas contas feitas por ele: ser confiável é sua maior qualidade.

Qual é a sua formação?

Sou formado em contabilidade. Comecei a minha faculdade quando já trabalhava aqui no Colégio, pois quando eu entrei, em 1996, ainda não tinha graduação.

Por que você decidiu cursar contabilidade?

A minha vida profissional foi assim: eu tive poucos empregos. Meu primeiro emprego foi numa empresa de móveis, onde eu fiquei sete anos; fui pro Banco Bamerindus, fiquei por 8 anos; depois Belmetal, mais 4 anos; e depois o Colégio, onde estou até hoje. Então, eu tive basicamente quatro empregos na minha vida inteira, e todos em áreas relacionadas, financeiro, RH, contabilidade, administração. A ideia de fazer contabilidade surgiu nesse sentido.

Como você começou a trabalhar aqui no Colégio?

Essa é uma história longa! A antiga contadora era minha tia e precisava de ajuda porque o sistema, antigamente, era muito burocrático e os controles contábeis estavam atrasados. Então, ela me indicou para uma vaga temporária que surgiu. Fiquei por quatro meses e resolveram me contratar como auxiliar dela. Depois de um tempo, fui trabalhar no setor de compras e, mais adiante, assumi o lugar da minha tia, quando ela saiu do Colégio.

Como é a sua rotina de trabalho?

A contabilidade em si é de minha responsabilidade. Eu recebo e confiro notas fiscais, tiro extrato, confiro lançamentos no sistema, faço conciliações …
Durante o ano, alguns períodos são mais corridos, como no início do ano, quando acontecem os fechamentos de balanços do ano anterior. De resto, no geral, o movimento acontece mais na primeira quinzena de cada mês.
No geral, a minha forma de trabalhar é baseada na organização e, por mexer com os números da própria instituição, isso é muito importante. Porque é tudo exato, não tem como burlar esse tipo de informação. Afinal, a minha função é mostrar a realidade dos números, o que está realmente acontecendo.

E o que você mais gosta e te motiva na rotina?

Primeiro, eu gosto do que faço. Segundo as amizades, pois eu tenho muitos amigos aqui dentro. Gosto muito das pessoas daqui e tenho um relacionamento muito bom com todos. Acho que as amizades que eu tenho aqui dentro são um dos grandes motivos de ainda estar na instituição.

Como você percebe a evolução da sua carreira no Colégio?

Bom, eu acho que, depois de uma graduação, quando você sai da faculdade, não tem como saber tudo, né?! Eu acho que você sai como contador, advogado ou outra formação qualquer, não tem como saber tudo. Então, é preciso trabalhar para ir aprendendo conforme as coisas vão acontecendo. E você tem que continuar estudando e se atualizando. Na área contábil, você tem que ler quase que diariamente e se atualizar sobre assuntos que estão acontecendo tanto na parte contábil, quanto fiscal, trabalhista, econômica… porque muita coisa envolve o serviço desempenhado. Se muda um imposto, por exemplo, você tem que ficar sabendo que esse imposto mudou, porque você tem que ajustar isso dentro das suas tarefas.

Você sente necessidade de aprofundar seus estudos constantemente?

No geral, a contabilidade está automatizada atualmente, mas é preciso atualização constantemente. Além da minha graduação, fiz também uma pós-graduação, com assuntos voltados a finanças, controladoria, auditoria, todos relativos à contabilidade.
Além disso, eu sou uma pessoa que, depois de aprender sobre o que eu não conheço, tenho muita facilidade em ensinar as outras pessoas, e isso facilita a minha prática diária.

Qual a relação entre a sua vida pessoal e a profissional?

O Colégio faz parte da minha vida, até porque eu estou aqui há 23 anos. Minha filha mais nova tem um ano mais que isso! Então, não tem como não lembrar do Colégio, pois isso está enraizado na gente. Se você está numa rodinha de amigos, quando vê, já está falando de Colégio, não tem como evitar.

Qual é a sua perspectiva para o futuro?

Eu já estou com 57 anos, tenho uma vida estável e gosto muito do que faço. Pretendo continuar trabalhando!

Qual é o seu sonho?

De forma geral, estabilidade. Eu tenho a minha casa, minha família, tudo está encaminhado.