04.08.20

EDUCAÇÃO E PANDEMIA

Adaptando a realidade de ensino à conjuntura vigente, o Colégio Medianeira promove a aprendizagem de forma segura, garantindo o bem-estar de todos

Adaptando a realidade de ensino ao contexto vigente, o Colégio Medianeira promove a aprendizagem de forma segura, garantindo o bem-estar de todos

A ressignificação da proposta teórico-prática de aprendizagem a partir da pandemia de Coronavírus

A imprevisibilidade do impacto de um vírus desconhecido, que remodela totalmente as bases teórico-práticas da vida social evidencia que a missão do Colégio Medianeira, no trabalho com a excelência da aprendizagem, é sustentada independentemente da conjuntura. A garantia com relação ao desenvolvimento das três dimensões (cognitiva, socioemocional e espiritual-religiosa) é parâmetro de atuação imutável, que rege os demais aspectos da educação. E, no contexto de distanciamento social devido à pandemia de Coronavírus, as formas de mediação relativas ao processo de gestão pedagógica precisam ser repensadas, impondo desafios à nossa comunidade educativa.

A análise sobre o impacto causado pela realidade da pandemia na vida de nossos estudantes, famílias e educadores, permite o delinear de nossa compreensão acerca dos processos pedagógicos a serem colocados em prática neste momento. Por isso, desde meados de abril, a proposta curricular do Medianeira vem sendo executada a distância, garantindo não só a aprendizagem, mas a segurança, o cuidado e o bem-estar de todos. Nosso Diretor Acadêmico, Fernando Guidini, aponta que “apesar dos desafios de sermos um Colégio grande, conseguimos adotar uma nova rotina de maneira muito ágil. Em duas semanas organizamos um Colégio virtual”.

Além de uma cultura de acompanhamento escolar, por parte dos pais, muito bem desenvolvida internamente – diferencial para que o projeto pensado tivesse ressonância inicial –, a transparência de nossas atitudes, com abertura cada vez maior para a comunidade de pais/responsáveis e estudantes, comunicando-se de forma ágil, intensifica a adesão e pertença. Do mesmo modo, o investimento na formação de nossos professores (com seminários, tutoriais, formações em tecnologia, mediações pedagógicas, avaliações…), qualificando ainda mais nosso corpo técnico-pedagógico, garante que o trabalho com as aprendizagens esperadas para o ano acadêmico de 2020 seja efetivado. Guidini conta que os professores se ressignificaram em pouco tempo, mas não se trata de uma mera adaptação do presencial, e sim o pensar em um novo projeto pedagógico, com matriz curricular própria, elaborado de forma especial para o período em que vivemos.

 

A nova rotina e os reflexos do ensino a distância

Ao passo do estabelecimento de uma nova rotina, nossa comunidade escolar de famílias tem fortalecido sua parceria com a instituição. “Os ruídos e inseguranças iniciais foram sendo substituídos por maior confiança, pois as famílias perceberam nosso esforço, profissionalismo institucional e capacidade pedagógica do nosso colegiado”, destaca Guidini. Nesse sentido, o diretor ainda aponta que o principal foco está no acolhimento, percebendo os diferentes perfis e atendendo às necessidades de forma geral. Para ele, os desafios são constantes, tanto no que diz respeito às questões mais práticas, como a mediação tecnológica diária, quanto no tocante às inseguranças e incertezas perante o futuro, por exemplo. “Nossa Direção tem sido bastante sensível nesse sentido: temos procurado agir também dando suporte institucional e conversando. Além disso, a Pastoral tem feito trabalhos muito significativos de acolhida, escuta e envolvimento dos nossos grupos. Em sala de aula virtual, professoras e professores têm ouvido seus estudantes e famílias. Igualmente, nosso corpo de Orientadores de Aprendizagem tem trabalhado procurando garantir um bom clima, desenvolvendo estratégias que cuidem tanto de cada pessoa, quanto do coletivo”, completa.

O envolvimento de famílias e estudantes neste novo processo educativo tem surpreendido e os resultados das aprendizagens esperadas para o primeiro trimestre foram satisfatórios. Afinal, conforme Guidini, o Colégio se reinventou: se o princípio é a aprendizagem, a construção é coletiva e, a partir dos retornos que recebemos, o projeto vem sendo continuamente adaptado à realidade de cada uma das faixas etárias, praticamente mês a mês”. Além disso, as evidências que temos quanto ao bom envolvimento dos estudantes, atentos às aulas, às lives e às diferentes atividades propostas confirma o sucesso das metodologias ativas.

Na dimensão avaliativa, nosso Diretor Acadêmico explica que as avaliações, por exemplo, foram totalmente repensadas, atendendo às aprendizagens do momento, sempre relacionadas às faixas etárias e a proposta pedagógica curricular vigente, mediante o diálogo com os estudantes para o alcance do melhor formato. “O tradicional tempo de 50 minutos para a avaliação foi repensado a partir das capacidades dos estudantes. Muitos nos enviam suas avaliações à noite ou no dia seguinte. E qual é o problema disso? Pedagogicamente, nenhum. Pelo contrário, há evidências de maior segurança individual, retomada de conteúdos, vínculo com o professor, motivação, aprendizagem. Pensamos em experiências que tenham significação para toda a vida dos nossos estudantes”.

Expectativa futura 

Mais do que acompanhar e avaliar de forma sistêmica nossas diferentes estratégias em andamento, é imprescindível repensar estruturas, associando pedagogia e saúde. O distanciamento social e a adaptação constante aos novos padrões sanitários durante a pandemia de Coronavírus, reforçam essa premissa. Guidini argumenta sobre a existência de um comitê, em nível Brasil, que desenvolveu protocolos de retorno para os Colégios Jesuítas. Além disso, pontua que cada instituição tem feito suas releituras em nível local. “O Medianeira possui um Comitê, com assessoria específica, que há mais de dois meses discute a temática, atendendo às aprendizagens, às questões estruturais, à saúde, a melhor forma de se comunicar com a comunidade acadêmica”.

A expectativa de retorno, porém, não depende do Medianeira. Continuamos atentos aos decretos Municipais, Estaduais, Federais. Como sempre, queremos oferecer aos nossos educadores, às famílias, a nossas crianças, adolescentes e jovens um aprendizado em ambiente seguro. Além dos cuidados sanitários (máscara, álcool em gel, orientações de distanciamento social, menos cadeiras por sala), a leitura do cenário da cidade, estado e país é constante, a fim de nos adiantarmos em mapeamentos de diversas ordens. Junto a tais encaminhamentos, realizamos reuniões com a Associação de Pais, e em breve ampliaremos ainda mais os canais de discussão com a comunidade. Nosso Diretor Acadêmico garante que fazer parte da RJE nos ajuda nesse processo. “Por termos colégios espalhados em mais de 70 países, bem como em diversos estados do Brasil, vivendo diferentes contextos e momentos desta pandemia, são constantes os fóruns de discussão acerca da aprendizagem, do cuidado com as pessoas, da saúde emocional, do zelo pelo bom clima para o estudo, seja ele presencial ou a distância”, o que permite leituras mais compreensivas, aproximações e desenvolvimento de estratégias coletivas.

Para Guidini, “os 472 anos de experiência pedagógica que a Companhia de Jesus possui nos ensina a discernimos em relação ao momento”. Por isso, “não aceitamos a ideia de que este está sendo um ano perdido, em nenhum sentido da existência. Estamos nos revendo como humanos, como sociedade, como educação. Em nossa leitura, são aprendizagens que levaremos para o currículo e para a vida do Medianeira, pois compreendemos que todas as obras da cultura, mesmo em momentos de pandemia, encontram seu lugar no espaço do ethos, a morada do homem sobre a terra, e aí adquirem sentido. Como Medianeira, somos uma família que aprende e segue em frente, traduzindo em termos locais a proposta pedagógica da Companhia de Jesus, deixando a nossa marca na cultura e na vida de cada sujeito da nossa comunidade”, finaliza o Diretor Acadêmico.

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