01.08.17

Miriam Zemke: uma história de amor

Com duas passagens pelo Medianeira, a educadora é referência humana e acadêmica para a comunidade.

[fusion_builder_container hundred_percent=”yes” overflow=”visible”][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”] A educadora Miriam Zemke (segunda da direita para a esquerda) com colegas do Medianeira em passeio com os estudantes do 9º ano. Foto: Paulinha Kozlowski.

Por Jonatan Silva

A professora de Geografia Miriam Zemke é referência humana e acadêmica para os estudantes e para a comunidade educativa. Com duas passagens pelo Medianeira, a educadora faz de suas aulas um verdadeiro exercício de amor e carinho pela disciplina e pelas suas turmas.

Leia abaixo a entrevista com a professora.

Para começarmos a pergunta clássica: como você chegou ao Medianeira?
Na realidade, eu cheguei por indicação em 1989. Um colega de faculdade foi chamado e ele tinha que pegar duas turmas, mas ele não tinha condições. Como a gente tinha uma relação boa na faculdade, ele me indicou e eu entrei em contato com o [/fusion_builder_column][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”][Padre] Lorenzatto e foi muito bacana. Foi amor à primeira vista mesmo.

E você teve dois períodos aqui no Colégio, não é?
Sim. Eu fiquei de 1989 a 2002. Meu esposo dava mais aulas em Santa Catarina do que aqui e acabamos indo para lá. E eu fui chorando e porque realmente a minha história estava sendo construída aqui. Eu fiquei oito anos em Santa Catarina, mas eu sempre tive contato com algumas pessoas do Medianeira.

Quando eu voltei, em 2010, não havia vaga no Colégio: todas as turmas estavam com professores, mas eu mandei currículo mesmo assim. Eu fui tão abençoada que abriram três vagas para Geografia e eu entrei para o processo normal de seleção. Enquanto eu estive ausente eu fiz mestrado, publiquei alguns materiais na universidade. Eu não deixei de alimentar o meu amor pela Geografia. Deu certo e eu retornei para casa.

Como nasceu a sua relação com a Geografia? O que mais te atrai na disciplina?
Me atrai no sentido de ler a vida, ler o mundo. Me atrai no sentido de ler o comportamento diante desse espaço maravilhoso que é a Terra. E perceber tantas mazelas que essa relação que alguns poderes exercidos por um grupo restrito de pessoas causa aqueles que acabam obrigados a se sujeitar às interferências diretas que acontecem na transformação do espaço. Por essa luta por um mundo mais justo ou menos desigual que a Geografia tem por compromisso é que a amo.

No Medianeira a sustentabilidade é algo extremamente importante. Como essa postura repercute na sua aula?
Interfere no exemplo e no discurso. Coisas bem pequenas, mas que causam significado, fazer com o que o estudante se sinta sujeito desse espaço em que vive, fazer com que ele se sinta responsável por esse espaço e busque harmonia, sempre com respeito à sala de aula, aos colegas. Não ficar só no falar, eu procuro me comportar dessa forma para que o estudante perceba. Queira ou não, nós somos referência na vida dele.

Outro aspecto importante é a tecnologia. Como conquistar os alunos usando a tecnologia como uma aliada no processo de aprendizagem?
Eu peço que eles me auxiliem em algumas coisas. A relação é que eu procuro não competir com eles, eu estou dialogando com as turmas. Essa é uma relação de troca. A gente tem que ter a humildade de dizer que a gente nunca sabe tudo e que a gente tem que trocar o tempo todo. Eu dou bastante risada e acho que relaxa um pouco. Assim a gente vai criando vínculos, ficando mais próximos. Tem aluno do Terceirão que vem e abraça a gente. Isso é muito gostoso.

Depois de muito anos em sala de aula, você está cursando um curso de especialização em design de interiores. Por que esse desafio?
Porque era algo assim que eu sempre gostei, mas eu nunca consegui colocar em prática. Eu sempre procurei acompanhar – dentro das minhas limitações – o que tem de novo na decoração, nas tendências moveleiras, mas sempre foi um hobby. Agora que eu estou me aposentando, mas não querendo parar de trabalhar, abriu uma oportunidade de fazer [o curso] e o meu marido me apoiou bastante. E eu consegui levar um pouco da Geografia para esse curso, que é a percepção do espaço, daquele espaço vivido, no sentido das pessoas que vão morar ali. De certa forma, eu consigo criar uns ganchos.

“Eu amo essa escola. Eu estou nela e ela está em mim. Aonde quer eu vá ela sempre será uma referência para mim.” Foto: Paulinha Kozlowski.

Em todos esses anos de Colégio você vivenciou muitas experiências. Que momento mais marcou você emocionalmente?
Os momentos que me emocionaram muito dentro dessa escola foram quando trabalhávamos o projeto Ação pela Vida, no início da década de 1990. O Colégio acabou se engajando e envolvendo todos no sentido da partilha e do deixar o próximo viver. Tinha shows, arrecadação de alimentos. O projeto foi lindo. Isso foi muito marcante para mim.

E que situação engraçada você poderia compartilhar conosco?
Tiveram momentos que eu não esperava. Quando eu retornei a sensação foi de que eu só fui até a esquina e voltei. O carinho das pessoas foi uma coisa muito legal. Quando eu vinha para as entrevistas e encontrava os colegas, eles me esperavam fora da sala para dizer: você já está aqui de volta”. Isso me sensibilizou bastante, como eles estavam torcendo para que desse certo.  E teve outra coisa. Quando eu voltei a turma que saiu do 9º ano em 2011 começou a gritar meu nome e começaram a dizer que me amavam. E caí numa risada que não acabava mais.

Trabalhar aqui é muito gostoso. A relação que tenho com os meus colegas é a mais pura sinceridade de amizade, de estar junto. É muito legal esse sentimento de pertença. E eu visto a camisa do Medianeira.

Você gostaria de deixar uma mensagem?
Eu amo essa escola. Eu estou nela e ela está em mim. Aonde quer eu vá ela sempre será uma referência para mim. Quando eu realmente tiver que deixar será algo, as lembranças que eu tenho ocuparão um grande espaço na minha “prateleira”, principalmente, as pessoas que fazem parte do Medianeira.

Gostaria que você indicasse um livro, um disco e um filme que são importantes para você.
Livro: As Memórias do livro, de Geraldine Brooks

Música: Gonzaguinha e Gonzagão

Filme: Mamma mia!, de Phyllida Lloyd

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