22.08.22

Projeto Poética Do Espaço ressignifica os ambientes do Colégio Medianeira

Desde 2007, o projeto dá visibilidade a estudantes e artistas.

Projeto Poética Do Espaço ressignifica os ambientes do Colégio Medianeira

Caminhando pelo Colégio Medianeira é possível enxergar diversas obras de arte, transformando o ambiente em mais do que um Colégio, um espaço de convivência. Quadros de Luiz Rettamozo, Cláudio Kambé, Paulo Assis, entre diversos outros artistas locais estão presentes nas paredes do Medianeira, mostrando que “o espaço é mais que habitado, é vivido com intensidade pelo elemento humano”, como conta Cezar Tridapalli, escritor curitibano, um dos idealizadores do projeto.

Não encontramos apenas pinturas por aqui, podemos observar também esculturas dividindo o espaço conosco, junto a murais importantes que retratam a história e a ciência ao longo do tempo. Mas, como surgiu a ideia de transformar o ambiente desta maneira?

Em 2007, o setor de Midiaeducação deu início ao projeto Poética do Espaço, em que uma parede passaria a representar muito mais que simples tijolos, mas conhecimento e expressividade. O projeto tem o objetivo de transformar as paredes em suporte para a expressão de pensamentos humanos que estejam de acordo com a filosofia de excelência humana e acadêmica da instituição.

Os educadores do componente curricular de artes, ainda hoje, elaboram projetos que tenham participação dos próprios estudantes. Ana Paula Zanatta, professora do 1° e 2° Ano EF, conta que é importante que as artes dos pequenos sejam valorizadas e reconhecidas. “Em 2021, nós trabalhamos plaquinhas para colocar nos lugares preferidos deles no Colégio. Uma das turmas também trabalhou grafitti e até petit-pavé (um estilo de revestimento de piso). É importante que eles se sintam valorizados”.

Obras
O projeto teve início com obras dos artistas Cláudio Kambé, Marcelo Weber, Luiz Rettamozo e Cid Gonçalves, e das estudantes Marianna Greca e Pillar Muzillo. Na segunda fase, as obras de Paulo Assis, Jonas Corrêa e Carlos Dala Stella passaram a ressignificar o Colégio com os murais, esculturas e até mesmo grafitti. A obra mais recente é de 2021, produzida por Paulo Auma, com o 9° Ano, para o projeto Cadeira Vermelha, que tem como objetivo alertar sobre o direito da criança à educação.

As obras presentes no Colégio Medianeira são:

• Retrato Padre Oswaldo Gomes S.J. – Theodoro De Bona
• Paixão Jesuíta – Claudio Kambé
• Céu – Chão – Luiz Rettamozo
• Efigênia Rolim – Livro de Artista
• Liberdade De Cecília Meirelles – Cid Gonçalves
• Esperança – Pillar Muzillo
• Além, De Leminski – Marianna Greca
• Arte No Muro (Portaria Linha Verde) – Paulo Auma, Deivid Heal, Ivane Carneiro e Cleverson Café
• Mural Do Conhecimento – Marcelo Weber
• Davi E Golias – Jonas Correia
• Jogo Da Velha – Paulo Assis
• Arte No Muro (Portaria Prado Velho) – Paulo Auma, Deivid Heal e Ivane Carneiro
• Adãozinho No Paraíso – Luiz Rettamozo
• Revoada De Borboletas – Zig Koch
• Santo Inácio De Loyola – Carlos Dala Stella

O Medianeira valoriza os pensamentos artísticos que se descobrem ainda dentro de nossas salas. Para isso, buscamos explorar o talento dos estudantes e Sempre-Alunos. Com o início do Projeto Poética do Espaço, foram eleitas algumas obras por meio de concurso, a partir de uma representação artística fundamentada em algum poema. As vencedoras do concurso foram as estudantes Marianna Greca e Pillar Muzillo.

Além, de Leminski (Marianna Greca)
A obra de Marianna está localizada no corredor da biblioteca da fase II. Com 2,88m x 1,50m, cores vivas e uma frase de Leminski, a estudante começou a refletir sobre angústias e alegrias da época.

“Imaginei o meu caminho como o teclado de um piano, que precisava interagir com o espelho, que simboliza a nossa autoimagem e o quanto ela pode ser fragmentada, incerta e caótica ao longo do trajeto. As borboletas espalhadas pela tela significam a nossa constante transformação. Os meninos nas bolhas mostram a nossa fragilidade e vulnerabilidade diante da mudanças às quais estamos sujeitos. A flor contendo o mundo no seu núcleo conversa com o quanto perdemos a perspectiva olhando apenas para o que nos interessa em momentos de aflição. Talvez eu fosse muito nova para entender a real dimensão daquilo que estava esboçando, mas já sabia de algo muito verdadeiro: a vida acontece na caminhada”, conta a Sempre-Aluna.

Esperança (Pillar Muzillo)
“Esperança” foi a segunda obra a conquistar a biblioteca da Fase II. A estudante Pillar Muzillo tinha recém-chegado ao Colégio quando anunciaram o concurso, e foi incentivada desde o início a participar.

A obra de Pillar tem 2,74m x 1,68m e foi elaborada com uma transição de cores, variando de cores acinzentadas e sombrias para o cenário vivo, colorido e pacífico. No desenho, também é possível ter a percepção das expressões faciais dos personagens, que demonstram a mudança de cenário.

O objetivo por trás do desenho era destacar que, mesmo em meio a tanta escuridão e dificuldades que o mundo pode apresentar, é possível manter a esperança na possibilidade de evolução para melhor, um mundo com mais consciência, amor ao próximo e empatia. Afinal, a realidade em que vivemos é responsabilidade de todos, e essa mudança depende unicamente de nossas ideias e atitudes.

“Entrar na adolescência significa que é nossa vez de começar a pensar em nossas responsabilidades, e nossa obrigação como adultos é deixar um mundo melhor para as futuras gerações, e passar adiante valores como respeito, responsabilidade, empatia, solidariedade, amor, entre tantos outros.” conta Pillar.

Mural do Conhecimento (Marcelo Weber)
Com aproximadamente 620 peças de azulejos, mais de 56 nomes da ciência, muitos instrumentos científicos e produtos da tecnologia, Marcelo Weber utilizou a técnica de Delft sobre azulejo (queima de tinta baixo esmalte em alta temperatura) para produzir o nosso mural do conhecimento, representando uma versão histórica e cronológica do conhecimento dentro de uma narrativa pictórica, que serve de itinerário para despertar o interesse dos estudantes pela cultura científica.

“Entremeado de alegorias, o mural permite níveis variados de leituras semânticas. Da boca de Homero, insigne representante da arte da oratória, saem abelhas, para significar que as palavras na boca do eloquente fluem doces como o mel. A gramática guia o cego Homero e, diante dela, um homem rude deixa cair seu machado, significando que a erudição (ex rude), substitui a violência no exercício da justiça. Ao pé da árvore do conhecimento, o dístico de S. Paulo, ‘amar para aprender, aprender para amar’, divide o mural ao meio e fundamenta a árvore”, explica Weber.

Por meio da arte, praticamos um exercício de empatia, porque é necessário se colocar no lugar do outro para entender o que ele quis transmitir através daquela arte. É a partir dessa percepção que o mundo pode ser um local melhor: enxergando o outro.

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