31.03.17

6º ano: conversas sobre Curitiba

A atividade permite aos estudantes ler e interpretar diversos contextos possíveis no espaço urbano.

[fusion_builder_container hundred_percent=”yes” overflow=”visible”][fusion_builder_row][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”] Para Fernandes, a história é uma boa ferramenta para humanizar a sociedade. Foto: Jonatan Silva.

Por Jonatan Silva

As turmas do 6º ano do Colégio Medianeira participaram nesta quarta-feira (29/3) de um ciclo de palestras em comemoração aos 324 anos de Curitiba. A atividade faz parte dos trabalhos de pesquisa de núcleo e apresentou aos estudantes um contraponto entre as diversas realidades e contextos que compõem a cidade. Foram convidados para a atividade o jornalista José Carlos Fernandes, que em 2016 esteve na Festa das Linguagens, Camille Bolson, pesquisadora sobre as implicações e gestão de resíduos, a presidente da Catamaré, Maria José de Oliveira Santos, e o urbanista e arquiteto, Alexandre Pedrozo.

Durante a rodada de conversas, os palestrantes debateram temas como inclusão, respeito aos demais, a configuração do espaço urbano e a importância de uma posição em prol da sustentabilidade.

Para Eliane Zaionc, coordenadora da Unidade de Ensino dos 6º e 7º anos, o aluno se desenvolve inserido no seu tempo e espaço. “O estudante se torna um sujeito problematizador, que busca alternativas para um mundo melhor, a partir do seu contexto: a cidade”, esclarece.

Segundo Mayco Delavy, responsável pelo Serviço de Orientação Pedagógica (SOP) dos 6º e 7º anos, esse exercício permite “o acesso às tantas realidades que compõem a pluralidade de vidas e experiências na metrópole que, por excelência, é lugar das múltiplas temporalidades em um espaço compartilhado e supostamente público”.

Fernandes, que comentou sobre as pessoas que, não raras vezes, permanecem invisíveis à sociedade, acredita na singularidade do cidadão e na aceitação do outro como ferramenta para tornar o mundo um lugar mais justo. “As histórias mostram como as pessoas encontram um modo de deixar a vida mais bacana”, disse o jornalista.

[/fusion_builder_column][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”] Lia comenta sobre a importância dos catadores de resíduos para a sustentabilidade de uma cidade. Foto: Paulinha Kozlowski.

Raciocínio abstrato

O 6º  ano marca a passagem do raciocínio para o abstrato. Nesse sentido, ao vivenciar e testemunhar outras experiências de vida, os estudantes têm contato com novas maneiras de interpretar aquilo que enxergam nas ruas, além de estabelecer laços humanizados com a comunidade. “Proporcionarmos a eles o contato com as pessoas que escrevem e fazem a história da cidade dá visibilidade aos conceitos e teorias lidos e estudados em sala”, enaltece Delavy, que completa afirmando que a atividade “inspira às pequenas ações que alteram completamente as dinâmicas de vida em sociedade”.

Na visão de Maria José, conhecida por Lia, é preciso que as noções de respeito ao próximo se estabeleçam muito cedo. Ela relembra que é fundamental que todas as profissões sejam valorizadas. “Eu amo de paixão o que eu faço”, afirmou a catadora de resíduos recicláveis. Durante a conversa com os alunos, Lia explicou a importância de sua ocupação para a gestão de resíduos em Curitiba. “Somos nós, eu e minhas companheiras, que colocamos as mãos no lixo que qualquer pessoa produz”, explicou e emendou: “onde as pessoas veem lixo, eu vejo meu sustento”.

Camille Bolson compartilha da opinião. De acordo com a pesquisadora, a catação de resíduos é uma ocupação que ainda vive às margens, questionando os preconceitos que a diminuem. Ela reiterou também que essa é uma profissão prioritariamente protagonizada por mulheres, que precisam também sustentar suas casas.

[/fusion_builder_column][fusion_builder_column type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”] Pedrozo comentou sobre o espaço urbano e seus moradores. Foto: Jonatan Silva.

Resultados

Mayco observa na adesão efetiva ao conhecimento o resultado mais importante conquistado pela atividade. Para o educador, esse é um modo de fazer com que os estudantes consigam oferecer respostas rápidas e criativas aos problemas da sociedade. “Uma coisa é teorizarmos sobre a desigualdade social latente na cidade; outra é quando proporcionarmos ao nosso estudante um contato com pessoas reais que vivem essa realidade”, explicou.

Eliane avalia que, a partir dos questionamentos realizados pelos alunos, a pergunta que fica é: que cidade temos e o que desejamos para ela? “Os próximos passos do Trabalho  de Pesquisa vão continuar desenvolvendo  esta questão, saindo dos clichês e visando à percepção da Curitiba real”, arremata.

O trabalho vivenciado pelo 6º ano é uma importante articulação entre fé e justiça, como ilumina o Projeto Educativo Comum (PEC), em seu número 22. Esse também é um movimento na formação de sujeitos excelentes humanos e acadêmicos, capazes de ler e interpretar o mundo por meio de um olhar pautado pelo respeito e abertura aos demais.[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

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